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Como dividir uma história em capítulos?




Se você tem dúvidas sobre capítulos, chega aqui 👇


✍️ Título

Você pode usar a numeração, ou o nome de quem está narrando o capítulo (se for uma história com múltiplos pontos de vista), ou o que sua imaginação mandar.

Eu geralmente escolho um nome provisório, enquanto estou escrevendo, pra me ajudar a lembrar o que acontece naquele capítulo, mas que não necessariamente vai ser o nome publicado.

O único cuidado é evitar spoilers ou criar expectativas falsas. Dia desses a @camilarevisa deu um exemplo de Crepúsculo: o capítulo se chamava Aliança e ela achou que o Edward ia pedir a Bella em casamento - mas era outro tipo de aliança.

Você também pode usar isso a seu favor, ou seja, subverter as expectativas do leitor de propósito, com um título de capítulo que dá a entender que tudo está bem e do nada chega um plot twist.


✍️ Tamanho

Em textos acadêmicos, uma das regras é que o tamanho dos capítulos precisa ser próximo. Mas em um livro não funciona assim: você pode ter um capítulo curto seguido de um longo ou vice-versa.

Por exemplo, em A Culpa é das Estrelas, os capítulos vão ficando menores conforme o tempo que os personagens têm juntos vai diminuindo.

O que precisa definir o tamanho dos capítulos é a sua história, com base no que funciona pra ela. O que nos leva a:


✍️ Em que ponto dividir

Existem duas opções:

1 - Encerrar o capítulo em uma pausa natural (uma mudança de cenário, um salto temporal, ou uma troca de ponto de vista). Uma dica aqui é evitar começar capítulos com o personagem acordando. Esse é um erro comum e pode ficar cansativo (imagina se todo capítulo começa com “Acordei, escovei os dentes…”). A menos que essa rotina seja importante pra história, isso já fica subentendido e pode ser cortado.

2 - Encerrar o capítulo em um cliffhanger, ou seja, em suspense. Por exemplo, logo depois de uma nova informação que muda tudo; ou depois da chegada inesperada do vilão. Aquele ponto em que o leitor vai querer ler logo o próximo capítulo pra saber o que acontece.

E o ideal é intercalar esses dois, já que a pausa natural é um “respiro”, que ajuda a história a não ficar cansativa.

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