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Escreva sobre o que você conhece

Calma! Isso não quer dizer que você não pode escrever fantasia, ficção científica, romances de época...



Você já leu The Love Hypothesis, que está bombando no momento? Além de ser uma comédia romântica enemies to lovers inspirada em Reylo, o livro se passa numa universidade: os protagonistas são cientistas, uma é doutoranda e o outro pesquisador e professor.


Várias vezes são mencionados processos laboratoriais, tarefas que precisam ser feitas em um doutorado, o leitor fica imerso naquele cenário.


Enquanto eu estava lendo, só conseguia pensar: "nossa, essa autora deve ter pesquisado MUITO, ou então ela entende demais desse assunto". Aí terminei o livro e li a parte de "Sobre a autora" e não deu outra: Ali Hazelwood tem um doutorado em Neurociência.


Ela escreveu com base na própria experiência, o que dá mais autenticidade a história, além do leitor perceber a verossimilhança (quando tudo faz sentido dentro da história e você não nota incoerências).


É daí que vem o famoso conselho de "escreva sobre o que você conhece", não é que você não pode escrever sobre outros lugares, épocas, universos, etc, é um convite a refletir sobre que aspecto da sua vida você pode usar nas suas histórias. Do que você entende mais do que ninguém? Pode ser a cidade onde você mora, alguma experiência pela qual você passou... Alguma coisa que pra você pode até parecer banal, mas que leitores, por terem uma experiência diferente, podem achar super interessante.


Vendendo um pouco meu peixe, foi isso que eu fiz em A volta ao mundo de Laura Magalhães (leia uma amostra grátis clicando aqui): eu falo sobre viajar sozinha, aeroportos, malas extraviadas porque são coisas das quais eu entendo (eu trabalho com intercâmbio há 8 anos). Mas isso não quer dizer que eu só escrevo sobre lugares que eu já fui; eu nunca fui à Coréia do Sul e parte do livro se passa lá. Pra isso, precisei pesquisar muito! Blogs de viagem, canais no Youtube, Google Maps, Trivago... Mas o sentimento de estar sozinha em um lugar que você não fala o idioma foi algo pelo qual eu já passei.


Outro aspecto do livro que é inspirado na minha experiência pessoal é a relação de um dos personagens com a música, me baseei em como me sinto com relação à escrita. E fiquei feliz da vida quando outra escritora que leu meu livro disse que se indentificou com essa parte também, foi aquela sensação de missão cumprida.


E aí, vai tentar escrever sobre o que você conhece?

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