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Prólogos e epílogos: Manual de uso




Você sabia que muitos leitores pulam os prólogos? Eu fiquei chocada quando soube disso, porque eu sempre li tudinho 😅


📖 Pra que serve um prólogo?

É aquela informação inicial sobre a história, antes mesmo do primeiro capítulo. Pode servir para dar mais informações sobre o mundo onde se passa sua história, narrar algo que aconteceu muito antes da história principal, destacar algum evento que vai ser importante ao longo da trama ou criar uma cena intrigante que vai deixar seu leitor curioso.

Um bom prólogo precisa ser breve e interessante, com pistas de como ele vai se conectar com a história principal.

Ele também vai estabelecer o tom da história: é um livro engraçado? Tenso? Romântico? O prólogo precisa deixar claro pro leitor o que ele vai encontrar no resto do livro.


Um erro muito comum (que é motivo pelo qual muita gente os pula) é torná-los expositivos demais, aquele despejo de informações, em um momento da trama que o seu leitor ainda não está interessado nelas (porque ele ainda nem conheceu seus personagens ou sabe o que acontece). Se esses detalhes são importantes, uma forma melhor de incluí-los é distribuindo ao longo da história.

Por exemplo: vamos supor que você quer apresentar o passado triste de um personagem. Em vez de contar tudo no prólogo, outro personagem pode descobrir uma parte sem querer, outro detalhe ele mesmo revela pra outra pessoa, etc.


📖 E o epílogo?

É aquela cena extra depois da história principal. Pode servir para reflexões finais, indicar uma possível continuação ou, ao contrário, concluir a história mostrando o futuro dos personagens (por exemplo, como em Harry Potter).

O epílogo pode ser tanto depois de um salto temporal quanto algo paralelo à narrativa. Por exemplo: em um livro policial, onde o detetive capturou o assassino, o epílogo pode apresentar um novo serial killer, em algum outro lugar, que vai desencadear o mistério da continuação.

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