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Worldbuilding não é só para histórias de fantasia




Worldbuilding é um elemento importantíssimo em histórias de fantasia, ficção científica, distopias… Mas você já parou pra pensar que toda história de ficção se passa no seu próprio universo?

Construir o mundo imaginário onde uma história se passa não é só criar nomes de cidades e definir as regras de como magia funciona.


  • Qual o gênero da história e as expectativas atreladas a ele?

Por exemplo, em livros de suspense, o leitor espera uma reviravolta. Em livros de romance, clichês são super comuns. Isso também determina o que é verossímil ou não: o surgimento de um irmão gêmeo do mal em uma novela mexicana é plausível, mas como solução para um romance policial vai soar forçado.


  • Histórias de origem:

Como foi o passado dos personagens? Eles tem algum evento traumático que moldou como eles são hoje em dia? Pensar esse tipo de coisa pode ajudar a criar a personalidade, mas tome muito cuidado com o “info dump”, aquele trecho gigante contando a história toda do personagem, desde a infância. Informação demais deixa o texto confuso e desinteressante. Isso pode ser revelado aos poucos: uma parte ele relembra em um monólogo interno, outra é mencionada por um amigo...


  • Explore os cinco sentidos:

Lembra do post sobre “mostre, não conte”? Pensar as sensações que você quer passar em uma cena ajudam nisso. Você pode mostrar que o personagem se sente confortável em determinado lugar mencionando o aroma familiar, ou aumentar o suspense de uma cena com um lugar frio e cercado de névoa, etc. Isso tudo é característica do “mundo” onde a história se passa.


  • No mundo real, cada cidade e país são diferentes:

Como é a cultura, a culinária, o clima e a geografia de onde se passa sua história? Todos os pontos que seriam criados em uma história que não se passa no nosso mundo, se tornam pesquisa quando os cenários são lugares reais. Isso vale tanto pra histórias que se passam em outros países como no Brasil também: nosso país é enorme e diverso, Curitiba não é igual Recife. E mesmo que você esteja escrevendo sobre sua própria cidade e não precise de pesquisa, você precisa lembrar que seus leitores talvez não a conheçam. Como você descreveria as ruas dela? O que faz ela única?

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