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Como criar um bom plot twist (parte 2)




O plot twist, em bom português, é uma reviravolta, ou um ponto de virada na história.


Nem todo livro precisa de um plot twist mirabolante. Já vi muita gente perguntando se o livro pode ser bom sem ter uma reviravolta e a resposta é SIM. O livro precisa ter conflito, obstáculos no caminho do seu protagonista, mas ele não precisa de uma virada bombástica


Mas se você quer criar uma reviravolta e não sabe por onde começar, esses são alguns dos exemplos:


🤯Traição: o personagem que você jurava que era bonzinho, na verdade era o vilão (ou vice-versa)


🤯Revelação: o momento em que uma informação vital é descoberta e as peças do quebra-cabeça finalmente se unem


🤯Karma instantâneo: quando o vilão comete um erro e o plano se vira contra ele (mas cuidado pra isso não acontecer só por “sorte” do protagonista) Exemplo: Izma tenta envenenar o Kuzco, mas o Kronk pega o vidro errado e ele sobrevive, mas vira uma lhama (sim, eu AMO A nova onda do Imperador)


🤯Flashback: um momento não-linear que muda a perspectiva sobre os acontecimentos. Alguém aí viu Westworld?


🤯Evento inesperado: pode ser uma catástrofe, tipo um terremoto (mas muito cuidado com um plot twist desses, para não ficar forçado demais!)


E a reviravolta precisa começar pequena. Ou seja, vai jogando pistas ao longo da história, indicando que tem “algo de errado” ou que um desastre se aproxima. Você precisa achar o equilíbrio, deixar o leitor com a sensação de descoberta, e não confuso com uma reviravolta que não faz sentido (ou entediado com algo que seja óbvio demais). E o único jeito de saber se a reviravolta está funcionando ou não é pedindo ajuda: você está próximo demais da história, você já sabe tudo que acontece, só um outro par de olhos vai conseguir te dar um feedback sobre isso


Mas a regra de ouro é: um final previsível e bom é melhor do que um final surpreendente e decepcionante, ou que não combine com a história.

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